Atualmente, o número de mulheres que fumam ultrapassa o número de homens que fumam. O vício do fumo afeta vários setores da reprodução:
- As crianças de fumantes têm, em média, 150 – 250g a menos do que as crianças de não fumantes — 8 – 9 g para cada cigarro que a mãe fuma;
- Cerca de 21 – 29% de todos os baixo peso ao nascer são atribuídos ao fumo;
- Fumantes têm 1,2- 1,8 vezes mais abortos espontâneos do que não fumantes;
- A mortalidade perinatal cresce de 1 /55 para 1/6 quando a mãe é fumante inveterada; o dano causado ao feto é proporcional ao tempo de exposição;
- A capacidade de grávidas diminui de 30-60%;
- O risco de gravidez ectópica aumenta de 4 vezes;
- Fumantes têm maior risco de desenvolver neoplasia cervical intraepitelial ou invasora; esse efeito é atribuído à potenciação do poder carcinogênico do papilomavírus humano;
- A combinação de fumo e anticoncepção oral multiplica o risco que uma mulher em idade reprodutora tem de desenvolver uma doença cardiovascular.
Cada vez mais se evidencia os perigos do fumo para as mulheres e suas crianças. O fumo deve ser reconhecido e tratado como um vício que acarreta dependência.

Fonte: Lincoln R. Smoking and Reproduccion